segunda-feira, 13 de outubro de 2014

NO SEGUNDO TURNO É FICA DILMA!


No próximo dia 26 voltaremos às urnas para decidir quem vai governar o nosso país até 2018. Ilude-se quem acredita que foi (só) um desastre de avião que fez estas eleições lembrar as de 1989 em polarização, ataques e ameaças de retrocesso. Quem viveu, viu e vê. Mas, agora, em vez de uma ditadura a ser enterrada de vez, é um patrimônio geral positivo - na verdade e a despeito de todo discurso contrário para confundir - que atiça os ânimos e os apetites do PSDB e seus seguidores de antiga e novíssima hora.

São o Pré Sal, o pleno emprego, o aumento da distribuição de renda, a saída do Brasil do mapa da fome mundial, mais universidades públicas, o Pronatec, o Estudante sem Fronteiras, o Mais Médicos que leva médicos aos rincões do país, que não podiam antes sequer reclamar sobre demora e mau atendimento, pois nem médico pra isso tinham, o Bolsa Família, e o Minha Casa, Minha Vida, que reduziu o déficit habitacional crônico a 4 milhões de unidades e que era de mais de 20 milhões, dentre outras conquistas.

Êis o que está por trás de uma enxurrada de denúncias de corrupção, muitas vezes sem provas, e que reportam fundamentalmente a uma situação geral da política, de todos ou quase todos os partidos sob risco de extinção, ou coisa pior, se não lutarmos por uma reforma política de verdade, que desvincule o Congresso Nacional do setor financeiro do país, instituindo, por exemplo, o financiamento público das campanhas.

É que os adversários do atual governo preferem, como sempre preferiram, ver o Brasil brilhar mesmo é em Wall Street, ou seja, no mercado financeiro especulativo. Crescer para eles é como que jogar todos os dias e noites em algum Cassino de Las Vegas. Para eles, o Brasil devia se chamar Brasil Ltda, ou Brasil S/A. Seguir quem pensa e age assim com a política demanda saber que está rasgando até os dicionários mais insuspeitos do português. Pois política significa Poder do Povo, não do Dinheiro ou do Poder Econômico.

Outra verdade é que, para a comunidade LGBT, o governo Dilma, a exemplo do governo Lula, criou ou manteve projetos, programas ou políticas de combate às doenças sexualmente transmissíveis e de negação da homotransfobia sem, contudo, avançar de acordo com as nossas lutas e reivindicações. Não enfrentaram as forças conservadoras, reacionárias e de fundamentalistas religiosos no Executivo e no Legislativo para aprovarem a lei que criminaliza a homotransfobia de fato, outra que institua o casamento civil via legislativo, outra que respeite o nome social das travestis e transexuais, outra que dissemine respeito às designações de transgêneros.

Bem comparando, o sistema judiciário e, principalmente as nossas lutas tem sido bem mais protagonistas das mudanças necessárias. E estas continuam muito lentas e muito dolorosas. Continuamos sendo mortos, discriminados e excluídos devido à nossa sexualidade, identidade de gênero e/ou afetividade. Porém, nem por isso deixamos de ser cidadãos brasileiros e, como tais, participantes do arco das demais conquistas desse governo e de suas ações.

E a história do passado recente não nos deixa dúvidas de que votar em Aécio Neves seria perder até mesmo o pouco conquistado; Durante o governo FHC, muito menos se fez do que se prometeu diante de nossas mobilizações e de nossas bandeiras. Enfim, votar em Aécio é concordar com o ultra direitista Bolsonaro e com os “pastores” Malafaia e Feliciano, além dos derrotados Fidelix e Eymael, todos verdadeiros perseguidores e incitadores à violência contra nós desde dentro de nossas famílias, nas escolas, nas empresas e nas ruas.

É por estas e outras questões que, enquanto diretores da Shama, não podemos nos omitir, pelo contrário, devemos tomar uma posição, uma atitude que não seja em cima do muro, fazendo a crítica necessária e indicado o voto para re-eleição de Dilma Roussef. E a partir do dia 27, aliás, bem antes, ainda no dia 19 de outubro, já teremos retomado o campo mais genuíno de nossas lutas e conquistas: As ruas de Uberlândia, na ... Parada do Orgulho LGBT.