quinta-feira, 30 de outubro de 2014

UBERLÂNDIA E REGIÃO




13ª PARADA DO ORGULHO LGTB
Uniu alegria e consciência política pela primeira vez

A 13ª Parada do Orgulho LGBT reuniu, mais uma vez, milhares de pessoas de Uberlândia e região no domingo, 19 de outubro/2014, durante a concentração e a caminhada da Praça Clarimundo Carneiro até o começo da Praça Sérgio Pacheco, próximo ao Terminal Central.

Os cálculos de participação variaram entre 30 mil e 65 mil. Números à parte, enchemos a Avenida Floriano Peixoto do começo ao fim. Mas este ano, lésbicas, gays, travestis, transexuais, trans gêneros e simpatizantes souberam, como nunca, unir a alegria própria da diversidade sexual com consciência política. Ou seja, houve muita música linda, muita dança, muita arte, muita ousadia, muita performance, mas também muitas denúncias veementes de assassinatos, discriminações e violências ocorridas em Uberlândia e região desde o ano passado contra a comunidade LGBT.

Organizada pela Associação Homossexual de Ajuda Mútua – Shama, a parada contou com importantes e inéditas parcerias para a sua exitosa realização, dentre elas a Prefeitura Municipal, a OAB e a Faculdade Pitágoras, além do Ministério da Saúde.  “Cada vez mais compreendemos o que significa realizar o maior evento político-cultural da cidade, significa que precisamos ter os nossos direitos instituídos e reconhecidos, pois estamos expostos ao preconceito de ordem sexual, gênero, religioso, familiar e policial o tempo todo e precisamos dar um basta a isto”, declarou Edmar Sierota, atual presidente da Shama.

O Secretário Municipal de Cultura, Gilberto Neves, e os vereadores Neivaldo Alves, Sebastião Galego e Gláucia da Saúde discursaram em apoio às nossas bandeiras. Edmar Sierota lembrou que o movimento exigiu das autoridades a resolução  - prisão e punição do assassino de Serginho, que foi brutalmente assassinado há cerca de um mês. E ocorreu um abaixo-assinado para que o Diretor do Hospital de Clínicas da UFU, Sr. Miguel Tannus, libere o credenciamento do Processo Transexualizador.

No palco e depois nos trios elétricos, autoridades e personalidades da comunidade LGBT se alternaram com discursos cobrando também a aprovação de uma lei municipal que penalize a homofobia, reconheça o nome social das travestis e transexuais, respeite os(as) transgêneros e em convocações dos participantes para aumentarem a sua participação no movimento visando aprovação da mesma no próximo ano.