sábado, 31 de janeiro de 2015

Conselho Superior da UFU aprova nome social de transgêneros



Próximo passo é conseguir o mesmo no âmbito municipal
Ontem (30/01/2015) o Conselho Superior Universitário da Universidade Federal de Uberlândia - UFU aprovou, por unanimidade, o uso do nome social de travestis, transexuais e outros transgêneros no âmbito da universidade, incluindo prestadores terceirizados, que mantém contratos com a UFU. Com a decisão, fica garantida, para estudantes e servidores, a possibilidade de uso e de inclusão do nome social nos registros acadêmicos ou funcionais.
"Entendemos que esta conquista servirá como exemplo para avanços em outras instâncias e esferas governamentais", afirmou o coordenador do Núcleo de Diversidade Sexual da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Uberlândia-NUDS, Marcos André Martins. Ele informou que a iniciativa de reivindicar o novo procedimento foi do Diretório Central dos Estudantes da UFU, com o apoio da Associação Homossexual de Ajuda Mútua – Shama, do próprio NUDS e de vários coletivos LGBT da UFU. “O movimento LGBT ainda tem muitas batalhas pela frente, como aprovação de lei que penalize a homotransfobia, políticas sociais de atendimento às vítimas de discriminação e preconceito, mas agora é momento de comemorar essa vitória, pois se trata de uma universidade federal, ou seja, com poder de irradiar suas posições, no mínimo, para outras instituições particulares de ensino do mesmo nível”, analisou o coordenador do NUDS e Presidente honorário da SHAMA, lembrando que o movimento reivindicatório fez parte de uma série de atividades realizadas na Semana da Visibilidade Trans.

Como será?

O nome social será o único exibido em todos os documentos de uso interno da Universidade, como em crachás, cartão de identificação, certificados, e listas de presença. Marcos André Martins esclareceu que o nome social é o modo como a pessoa se autoidentifica e é reconhecida, identificada e denominada na sua comunidade e no meio social, na medida em que seu nome de registro civil não reflita a sua identidade de gênero e possa imputar-lhe eventuais constrangimentos.