sábado, 5 de novembro de 2016

HOMOFOBIA MATA EM UBERLÂNDIA!

Duas mortes mal explicadas e evidências de descaso das autoridades


     No dia 31 de outubro (2016), o cabeleireiro Maximiliano de Oliveira, 47 anos, foi encontrado morto de bruços próximo a uma cadeira, com um fio de extensão elétrica enrolada no pescoço, manchas de sangue em um martelo e pelo chão do seu salão de beleza, mas o atestado de óbito definiu sua morte como causa indeterminada. A Polícia Militar informou à família que a existência do fio e uma viga no teto do estabelecimento são indícios de suicídio. Até agora as investigações não mereceram nem mesmo a evidência de que suicídio ou assassinato por estrangulamento inevitavelmente deixam marcas no pescoço. Ana Paula, irmã do cabeleireiro - que era sobrinho do famoso carnavalesco Mestre Bolo, declarou à imprensa que não acredita que seu irmão tenha cometido suicídio e suspeita que ele foi assassinado por alguém com quem teria marcado encontro amoroso pelas redes sociais – amigos(as) de Maximiliano afirmaram que ele era homossexual.

Segunda morte em 08 dias e os riscos das redes sociais

      Marcos Martins, do Núcleo de Diversidade Sexual da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura Municipal de Uberlândia – NUDS e fundador da Associação Homossexual de Ajuda Mútua-Shama, se declarou inconformado com o andamento das investigações do caso e traçou um paralelo entre o caso do cabeleireiro e a do também homossexual Guilherme Pagotto, de 23 anos, também encontrado morto numa mata às margens da rodovia MGC-455 dia 26 último, sem sinais visíveis de ferimentos, sugerindo morte por asfixia. “Guilherme tinha avisado sua mãe de que ia a um encontro de um rapaz as 03hs da manhã e, que segundo ela, havia conhecido em sites de relacionamentos”, afirmou Marcos Martins, observando similaridade entre indefinições de “causa mortis” e uso de redes sociais. “Vamos consultar e acionar a assessoria jurídica do Grupo Shama e as comissões de direitos humanos e de diversidade sexual da OAB, pois temos elementos para suspeitar de crimes homofóbicos do tipo nazista mesmo, onde o criminoso usa as redes sociais para marcar supostos encontros e eliminar homossexuais”, analisou, alertando a comunidade LGBT para os enormes riscos de uso de rede sociais para marcar encontros homoafetivos.



Referências: